sábado, 12 de novembro de 2011

CQC – A menina dos olhos de Marcelo Tas

Apresentador fala do Custe o Que Custar, considerado programa da família brasileira.


Marcelo Tristão Athayde de Souza, 52 anos, saiu de Ituverava (interior de SP) para ganhar o mundo e envolver o Brasil com sua versatilidade em falar sobre diversos assuntos e criar personagens que fazem parte da cultura da TV brasileira. Por onde passa, Tas deixa um rastro de ideias e pessoas "encafifadas" com tantos insights em um simples bate-papo com o jornalista, também formado em Engenharia Civil na USP, com especialização em Multimídia de Novas Tecnologias e em Cinema e Televisão, ambos na cidade de Nova Iorque.

Ele iniciou a carreira na televisão, no programa 23ª hora, na TV Gazeta. Causou alvoroço com seu personagem Ernesto Varela, uma prévia do que hoje é o CQC. Ele já passou pela TV Cultura como diretor do RÁ-TIM-BUM, foi roteirista e Prof. Tibúrcio - quem não lembra do "Olá, classe"? Atualmente é âncora do CQC, programa no ar há quatro anos, e se formando pela faculdade do "Senado", no curso "Eles estão à solta, mas nós estamos correndo atrás", lema repetido em todas as edições.

Em entrevista ao Tempo de Mulher, Marcelo Tas confessa o que seria "a menina dos olhos" do CQC: "A combinação do humor e jornalismo. Sempre acreditei nessa proposta!".

O CQC começou com uma proposta diferente, apenas com homens em frente às câmeras, todos devidamente uniformizados com ternos, no estilo do filme "MIB - Homens de Preto". Só que, diferente da ficção onde matam alienígenas, eles cassam alguns terráqueos que não parecem ser deste mundo: deputados, senadores e políticos em geral. O programa pega pesado e vai em busca da verdade e com os quadros como "Proteste já". Devido a esse perfil, o programa foi rotulado como "machista". O que Marcelo diz sobre isso? "No começo acredito que tinha essa carinha, justamente pela roupa, e dos os que apareciam na telinha serem homens".

Como é o perfil do público do CQC?

O programa consegue atingir a todos os tipos de idade. Eu tenho percebido que temos muitas mulheres, são fã clubes que movimentam as redes sociais. Eu falei brincando uma vez e acabou pegando muito bem: "CQC, o programa da família brasileira". Há um caso que gosto muito de lembrar. É de uma menina que tinha os pais separados e todas as segundas ela assistia ao programa na cama com a mãe. O pai dela começou a ligar na hora do programa e ficava conversando com ela. Isso virou rotina, assistiam ao programa, conversavam sobre. Até que um dia a mãe resolveu convidá-lo para assistir ao programa todos juntos. O casal não voltou, mas o CQC criou um laço de ligação entre eles, algo que todos gostavam de assistir. É um programa que atinge a todos. Fico muito contente que fizemos a diferença na vida dessa família.

Formato do CQC

Buscamos sempre renovar alguma coisa para quebrar um pouco a estrutura do programa. A contratação da Monica era algo que já estávamos pensando. Precisávamos de um novo integrante, até pensamos em fazer testes secretos, mas aí surgiu essa ideia, que acabou virando um reality show dentro do CQC. Estávamos esperando um número de 300 participantes, foram mais de 28 mil. Não esperávamos por isso! Na verdade, até dificultamos o processo para a participação, para já eliminar um parte, criamos uma série de regrinhas. Você tinha que enviar um DVD com uma matéria e tal, enfim, tivemos que montar uma equipe própria para isso.

Saia entre os terninhos

A vinda dela para o programa foi muito bom. Pôr esse lado feminino, que estava "engessado", masculino. Com a entrada da Monica quebrou aquela coisa de "machismo", ela deu uma leveza no formato do programa.

Criança prodígio do CQC

Hoje para quebrar novamente o esquema, a chegada de João Pedro Carvalho. Uma criança é muito positivo, os entrevistados não imaginavam isso. Fizemos vários testes até chegar ao João Pedro, ele está se dando muito bem!

O Galanteador

Rafael Cortez já conversou como Tempo de Mulher e falou sobre os segredos de seu coração: "Lamento ser mais assediado por menininhas do que por mulheres da minha idade. Essas parecem que não ligam muito pra mim". Sobre essa afirmação Marcelo Tas brinca dizendo: "Não acreditem em nada do que ele que diz, é tudo mentira", finaliza entre risos.

Fonte: Tempo de Mulher

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