sexta-feira, 15 de abril de 2011

A piada e o respeito.

Fazer piada com o ponto fraco dos outros é uma coisa muito simples e muitas vezes acaba sendo a diversão da grande maioria.
Mas a diversão acaba quando o próprio calo aperta.

Nosso país é bem extenso e bastante conhecido por sua diversidade cultural, o que muitas vezes, acaba gerando piadinhas a respeito de determinadas regiões e/ou pessoas, tribos, etc.

Aquele que foge dos estereótipos da sociedade, acaba discriminado, fato.

E aí, de repente, surge um humorista na televisão, em um programa de rede nacional, e faz uma piadinha de uma determinada região. Todos dão risada. Menos as pessoas que habitam aquela região e sabem das condições do local. Ok, agora o que fazer com isso?

Pergunta difícil, pois se acabarem as piadas do Acre, tem que acabar as do Sul.. se acabarem com as piadas de são-paulinos, as de corinthianos também devem deixar de existir. Impossível.

Mas se isso é tão complicado, o que fazer então? Impor limites? Aliás, existe limite para piada?
Na realidade sim. Como dito no inicio do texto, cada um sabe onde seu calo aperta. Se você está se aproveitando de determinada situação e está rindo de alguém, vai achar o máximo. Se fosse com você, seria péssimo.

O fato é que devemos ter respeito e educação acima de tudo, ao tratar de qualquer assunto, mesmo quando esse assunto for piadas.

_ Ah, mas a graça da piada é justamente o fato de ela dizer algo "proibido".
Sim, mas não em todos os casos.

Se aconteceu de uma determinada região do país sofrer com uma piada criada no programa, é óbvio que o pessoal de lá não vai gostar. Mas o que deve acontecer.. o humorista parar com a piada ou a população se conscientizar de que existem coisas que podem ser engraçadas mas devem ser deixadas de lado por conta do respeito?

Isso porque estou falando de uma piada à um Estado brasileiro. Imaginem se fosse sobre alguém.
Pois é, entre a piada e a sua graça, existe um meio termo, chamado de limite. Não que sejamos proibidos de fazer piadas, mas que possamos fazer isso de uma forma social, onde todos possam ter o mesmo sorriso.

Eduardo Cunto

Um comentário:

Carlos Henrique disse...

Poderia complementar falando sobre algo que até pouco tempo atraz era considerado normal por ser visto como engraçado apenas pelos olhos da maioria, mas que trouxe danos bem conhecidos e hoje é levado muito a sério(inclusive uma campanha contra isso se não me engano contou com uma declaração do jornalista Rafael Bastos), se chama bulling!!!