sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Gracinha tem limite.

O programa "CQC" trata das situações gerais do nosso país (problemas) com um tempero humorístico, mas acima de tudo, tem a função de alertar o cidadão.
Política é o tema do momento e não há como negar, até porque esse assunto merece tamanha atenção.
Porém, não devemos somente pensar em sáude, educação, etc, se não fazemos o uso correto de certos valores, como o valor ético e a moral.
Principalmente para um programa de humor (ainda por cima jornalístico), é extremamente complicado tratar de um assunto, e ser imparcial. Uma simples gracinha de um lado, pode acabar desfavorecendo o outro, e é aí que a coisa complica.
Quando o "Restart" aceita participar do programa e o mesmo acaba exagerando na piada.. o que fazer?
Em toda a convivência social, o ser humano está acostumado com o fato de que, individualmente, X é superior à Y. E nesse "disputa" para saber quem sai ganhando, muita coisa se perde.
O "fodão" da turma, infelizmente, é aquele que menospreza alguns colegas, e muitas vezes de forma exagerada. E isso acaba se tornando um padrão, pois em todos os lugares, existem pessoas destinadas à arruinar o direito de viver de forma tranquila das outras pessoas. Sempre existe o engraçadão que, acredita ser superior à todos, e por isso, humilha os outros.
Mas e essas pessoas que sofrem com tais preconceitos e exclusões, o que elas pensam?
Na realidade, elas acabam guardando isso dentro de si, e aí quando a bomba estoura.. "Aluno entra em sala de aula armado e mata oito"; "Garoto esfaqueia colegas em momento de fúria"...
Não, eu não estou forçando a barra. É necessário perceber que existem diversos problemas sociais que merecem maior atenção.
Uma grande solução para diversos problemas é a EDUCAÇÃO! Através dela podemos perceber melhor o mundo, e então, agir de forma correta.
Em uma questão como essa, de exagero na "brincadeira", - que é somente um exemplo ilustrativo - é necessário que sejam respeitados os valores éticos e morais. Tem de haver um equilíbrio entre a brincadeira e o respeito.
Gracinha tem limite, e este deve ser respeitado.
Não só na "questão política", mas nas relações cotidianas do ser humano, temos que dar mais atenção à esses problemas.
"Perder um amigo, mas não perder uma piada" -- NEM DE BRINCADEIRA!

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