quarta-feira, 4 de agosto de 2010

CQC e as moças da casa da luz vermelha


Por Chris Rodrigues

O CQC, exibido às segundas-feiras pela Band, perdeu recentemente em dois processos judiciais e a emissora terá que desembolsar mais de R$ 250 mil em indenizações. O motivo foi o uso da palavra 'prostituta' para apresentar uma atriz pornô e um grupo musical feminino que participaram de quadros do programa. Ofendidas com isso ambas correram atrás de advogados que prontamente enquadraram o folhetim e conseguiram o maior lucro de suas carreiras sem que utilizassem se quer seus talentos artísticos para isso.

Considerando o contexto fico surpreso em saber que as prostitutas, profissionais do sexo, não questionaram a situação, pois essas sim foram ofendidas e maltratadas com uma comparação no mínimo indelicada. Sem citar nomes, pois mal tenho dinheiro para atravessar a rua, que dirá pagar uma fortuna por mau uso da palavra, não me parece nada honroso ser comparada à uma atriz pornô que se vangloria de filmes de qualidade e criatividade discutíveis e que em diversas entrevistas alegou que faz isso por prazer (!) e não apenas por dinheiro. Afinal, creio eu que diria ela, se na novela é aceitável o beijo técnico, por que não acreditar em penetração técnica?

Além da atriz, o grupo musical feminino que também ganhou em cima do CQC tem um nome para lá de peculiar cuja tradução literal é 'Bonecas Sexy'. Curiosamente, em uma de suas músicas a letra diz: 'Posso ser um pouco disso tudo; Ou absolutamente nada; Decido pra quem visto ou tiro a roupa'. Uma perfeita descrição do comportamento de uma freira obviamente.

Aceitar ou não a prostituição como profissão legítima é discussão sem fim. Também é inegável que, agindo certo ou não, muitas mulheres se submetem a esse trabalho para sobreviver. Algumas o fazem temporariamente, enquanto outras seguem na vida (nada) fácil até os limites da idade e do corpo. Porém, colocá-las no último degrau da sociedade como fez Boris Casoy ao se referir aos garis não me parece uma atitude humana, mas apenas uma tática advocatícia de gente que quer provar o que não é quando às vistas de todos parece que é. Afinal, se tratamos Marcelo Tas como jornalista, mesmo não tendo formação, mas sim por que age como tal, qual o problema em chamar alguém de prostituta se essa faz um tremendo esforço para se parecer com uma?

Chris Rodrigues é jornalista e editor-chefe do portal Vooz. Twitter: @ChrisVooz. E-mail: christiano.rodrigues@vooz.com.br

Fonte: Portal Vooz

2 comentários:

A wild blumen disse...

prender o Misael e seu ''advogado'' ou melhor, associado, ninguém quer, mas tirar dinheiro do CQC pra dar pra quem tem de sobra e outros meios pra multiplicar, aí o judiciário corre. mas também, com a côncorrência com os pivetes da twitcam grátis... Elas precisam mesmo.

Miguel Eibel disse...

Boa tarde!!!
Sou Miguel eibel e adorei o seu blog assim como adoro o CQC!
Nunca perdi nenhum!!!
Dá uma olhada no meu blog já postei sobre o CQC também!
Tudo de bom!
E mais uma vez parabéns pelo blog!

http://migueleibel.blogspot.com